Na parte 1 deste artigo eu falei sobre a importância de se ouvir o usuário quando estamos desenvolvendo um sistema. Uma forma muito eficiente de se fazer isto é realizando testes de usabilidade, que é o assunto deste post.
Parte 2 – Testes de usabilidade
“Os testes de usabilidade devem ser uma atividade iterativa durante o ciclo de vida de um projeto. O resultado disso é um produdo final melhorado e um melhor entendimento do ponto de vista dos usuários do sistema” (Joshua Kaufman, em Practical Usability Testing).
Ou seja: teste uma vez, teste sempre e depois teste de novo. O objetivo de um teste de usabilidade é aprender como o usuário pensa e o que ele espera do sistema.
Conduzir um teste deste tipo não é algo muito complicado, porém requer boa vontade e disponibilidade de tempo e recursos. A receita é simples:
São necessários
- Duas salas
- Um ou mais usuários
- Um computador rodando a sua aplicação
- Uma pessoa para conduzir o teste de usabilidade
- Uma filmadora
- Uma TV
O computador deve ficar em uma sala e a TV em outra. A filmadora deve ser ajustada para filmar a tela do computador e transmitir para a TV. Na sala com o computador, o usuário deverá realizar uma série de ações propostas pelo condutor do teste. Na sala de TV a equipe de desenvolvedores deverá assistir ao teste de usabilidade.
Uma outra opção é gravar as ações do usuário com um software de captura de tela, como o Camtasia. O Camtasia pode gravar áudio e vídeo, que depois podem ser transmitidos para os desenvolvedores.
O teste deve ser feito com um usuário e depois repetido com os demais. Recomenda-se um número mínimo de 5 e um número máximo de 20 usuários.
É papel do condutor do teste de usabilidade explicar ao usuário e cenário e os objetivos do teste. O condutor deve indicar ao usuário por onde começar e pedir a ele que durante o teste “pense em voz alta”. Isto é importante para que todos entendam o que o usuário está pensando ao realizar uma ação.
Durante o teste é importante que o usuário fique livre para realizar as ações. O condutor deve interrompê-lo o mínimo possível, evitando ensinar o “caminho das pedras”.
Também é interessante que se tenha um questionário para que, ao final do teste, o usuário deixe as suas opiniões.
E claro, deve-se sempre planejar muito bem o teste, definindo objetivos, cenários e questionários previamente, para que o teste seja aproveitado ao máximo.
Para saber mais